quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Amor dolorido
um momento,
a cada momento
uma lembrança,
a cada lembrança
uma certeza.
E as certezas aumentam,
você de novo ama,
você de novo se entrega.
Praxe demais te amar assim,
um desejo que não tem fim.
Esgotei minhas forças,
matei as esperanças,
só me resta o amor
que de tão dolorido
já se esvoaça pelo ar
procurando um canto
pra chorar.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Caminho perdido de uma estrela
Eu lembrei de você.
E a cada passo
Um sorriso,
E a cada sorriso
Uma lágrima.
Diretamente lhe olho
Sem magoa,
Duramente te sigo,
Um caminho perdido,
Duramente sem amor.
Enferrujei as esperanças,
Desestimulei minha alma,
Não querer ter
É não querer sentir.
Seguindo um caminho
Eu me encontrei em você.
Fugindo de mim,
Eu me perdi em você.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
(...)
Segue em frente,
Que o vento é lento
Para quem não se entrega.
Olhe em frente alma minha,
Olhe em frente,
Que por você os dias
Passam e não atrasam.
Numa melódica dança dos erros,
Jamais tão irrisórios quanto possíveis,
Atravessam seu mundo,
Sem olhar para traz
E sem medir um dedo de medo.
Confiança gerada em tumultos
Que deixa estar em silêncios.
Sem relevâncias, alma minha,
Sem arrependimentos,
Sem tormentos e sem pronuncias,
Segue em frente,
Que se for, a vida leva.
E se não for,
Ela se encarrega de sorrir.
sábado, 22 de novembro de 2008
(...)
Os dias não trariam até aqui
O eco do vento,
Ou até os ventos trariam
Uma descoberta,
Ou as descobertas se possível
Trariam um finzinho de dia
E os diaaaaas...
Nada mais que um ciclo
Surreal de energia,
Que sem explicações não existe.
Ou existe tanto que não existe.
Os dias, os ventos, as descobertas
E os fins, que são mais começos
Do que fins em suas formas.
E suas formas não são formas,
Porque são fins,
E realmente fins não precisam de formas.
Enfim, uma conclusão:
Não tem conclusão, afinal,
Se houvesse uma
Faria menos sentido ainda.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Vicio
Se ele chega eu não me importo,
Se ele vêm, eu vou andando.
Se ele vai, eu fico aqui.
Parecia um delírio,
Um vicio nada mais que desejado.
Talvez procurando a cura,
Eu encontrei precisamente o que queria.
Não mais esquecendo dos dias claros,
Eu agora já sei como é,
E puramente eu consigo esquecer
E a respeito dos dias escuros,
Eu não lembro mais.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Tradução de olhares.
Sentimento sugado,
Saudade sentida.
Traduzi seus olhares,
Descobri imagens falhadas,
Mas eu gostei.
Finge não sentir,
Mas seu olhar diz
O necessário para desistir
Do que se pode conquistar.
Aprendi que fazer um sentimento
É cultivar uma dor,
E cuidar de uma dor,
É crescer sem amor.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Poder de um olhar.
Vidas inteiras sendo vividas,
Amores eternos construídos.
Paixão, eternamente paixão,
Nossos corações que se vão.
Seu olhar me acaricia a alma,
E me entorpece numa canção,
E fico alucinada pelos cantos
Sem pensar, nem falar,
Apenas em te olhar
Eu consigo gostar.
Medo entorpecente.
Se fosse normal até pensaria em te querer.
És tão belo e insensato
Que às vezes sinto te perder.
Foi tão mágico
Quando nossos lábios se tocaram
E minhas pernas ainda trêmulas
Te buscaram ao amanhecer.
Eu não ousarei acariciar-te,
Simplesmente um medo de me perder
Novamente em ti,
Me impede e repulsa.
Tudo se torna nítido agora,
E sei que você não é a esperança
Que faltava para a luz da Lua
Brilhar novamente irradiante.
A minha felicidade vem à tona
E para o seu desespero,
Eu ainda não consigo sentir você
Intensamente.
Indagações do inexistente.
Foi em vão, dói.
Aceitar que tudo que você
Fez e faz, não tem importância,
Porque foi tudo jogado fora.
Seu amor idolatrado
Já não faz mais diferença.
Em algum lugar do passado
Eu ainda vejo como tudo parecia ser,
Mas não era.
Sempre fomos definitivamente separados,
E não seria agora que ficaríamos juntos.
Não tentarei voltar no tempo
Para mudar o que realmente somos agora.
Você me deu a luz
Que me jogou na escuridão,
Seu eterno brinquedo.
Você foi o êxtase que me trouxe
O arrependimento,
Mas que na verdade
Apenas me jogou de uma forma
Mais delicada e surreal.
Mas agora só restaram sobras.
Sobras muitas vezes indeterminadas,
O que para mim
Não fazem o efeito necessário.
Sua grandeza de caráter
Já não marca sua determinação.
Indagar porque da sua partida
Para mim já não faz sentido.
Intensidade das palavras
De te dirigir a palavra,
Evidente que é saudades,
Mas controlarei.
Eu nunca aprendo nada,
Sempre erro os mesmos erros,
E não me canso de errá-los.
Realidade escolhida.
Os dias nunca foram diferentes,
Nós que sempre mudamos,
Repugnante dor
De se perder em si mesmo.
Tantas suposições exageradas
Eu quis dar por te perder,
Mas a verdade nunca foi tão clara,
e tão real como agora.
Talvez eu ainda canse
De falar sobre você,
Mas enquanto houver dúvidas em seu olhar,
Continuarei a escrever.
Com intensidade nas palavras,
eu ainda não sei dirigir-me a você,
porém me contento,
eu escrevendo alí, você lendo aqui.
Somente à dois olhares.
De um pobre inconsciente.
Quanto mais se fala a verdade
Mais mentiras são postas a mesa.
Menino já vagando
Em busca do incerto
Tentativas de sinceras tornam-se desconfianças
Como ser transparente, ainda que inseguro.
Transparência exposta
Em únicos olhares miúdos e insignificantes,
Mas que seguram
Um amor doentio.
Atitudes retraídas,
O desconhecido vem à tona
Isso amedronta, repeli, tudo estático,
Não existe coragem para iniciativa.
Reprimida de tentar,
Agora não mais sozinha,
Junta as mãos e escorre o suor,
Jamais imaginava ser difícil assim.
Com cuidado e sem medo,
Olha ao seu redor,
Tudo normal e vazio,
Porém uma tentativa com vida.
São fatos, atos, cuidados,
Formados apenas em uma mente,
Crescidos apenas em dois coração,
Sentidos somente a dois olhares.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Uma história sem fim
Você chega e faz mudar tudo.
Seu jeito irritante,
Sua voz entre as músicas tristes.
O seu jeito me fascina
Pureza em teus olhos
Tão meigo o jeito de tocar,
O esquecido, novamente real.
Ando procurando saber
O que realmente fazer,
As duvidas apertam a alma
E a neblina cobre meus olhos
Na inocência de saber ou não
Se você realmente diz verdades.
Verdades calejam o que nunca existiu
Onde nem o mecânico tenta parar.
A cada dia me sinto mais e mais sufocado.
Cega a solução?
Voraz a atração?
Onde fui parar para não querer sair.
Rancorosa dor que felizmente
Acalenta meu sofrimento.
Seria eu inconveniente se dissesse
Que sinto sua falta?
Dura verdade que atrai as mentiras.
Tudo é imperfeito, já devia saber.
Mentira em olhos puros quer ver
Onde esticar a mão ao inimigo
Nem sempre vem a carecer.
Os teus olhos não me enganam,
Tua mão macia e quente,
Teu coração bom e machucado,
Encostou e marcou.
Hoje sou apenas mais um vagabundo a vagar
A ausência de uma alma para amar.
De mentiras não quero fintar,
A pureza me tocou de coragem,
E me obriga a vagar, sozinho vagar.
Só começo,
Uma história sem fim.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O céu não é azul
Uma pele sem assunto,
Uma loucura sem desvio,
Uma fraqueza sem movimento.
A vida não leva a sério.
Voltar para o inicio onde tudo lhe convida,
Onde tudo ainda tinha um pingo de cor,
Aliás, não tenha dó, a vida é colorida,
E tudo tem preto e branco.
Modelos convictos de serem aceitos,
Vida perdida em aceitar sugestões,
Princípios jogados, mas lembrados.
Explique o tempo,
E quando conseguir voltar atrás,
Talvez seja melhor,
Se não, pinta de novo,
Tudo de preto e branco.
Afinal o céu não é azul,
E muito menos a rosa é rosa.
Los hermanos
Ainda é cedo, a outra primavera é de lágrima.
Veja bem meu bem, o vencedor fingi na hora de rir,
Tão sozinho, do lado de dentro.
Assim será o mundo aos meus pés, desce do sétimo andar,
Um par condicional além do que se vê.
A flor, sem ter você, tem um par de traumas.
Vou tirar você desse lugar.
O ritmo da chuva fez-se mar, santa chuva.
Sentimental o ultimo romance, pois é.
Tenha dó, o velho e o moço sambam a dois.
A morena, Anna Julia, Aline, Bárbara, Melissa,
Descem para a casa pré-fabricada,
Um cara estranho conversa de botas batidas,
Deixe estar.
Quem sabe Romeu e Julieta vão para Hollywood ou Paquetá,
E lá um outro alguém encontrar.
Afinal, todo carnaval tem seu fim.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Perfume
Ainda posso tocar os céus com as mãos,
E por um segundo ouvir sua voz.
Como uma melodia mal interpretada,
O nosso amor fundiu a apenas sentimento,
E eu ainda procuro o eterno.
Se por um momento fechar os olhos
E não mais desviar,
Eu te guio a todas as soluções,
Todas as desventuras e começos.
Uma noite sabe mais que uns dias,
Um olhar sabe mais que um beijo
E um adeus muito mais que uma dor.
Se por mais um momento abrir os olhos,
Eu não mais brindarei o sentimento,
Seguirei o lapidado fuso dos amantes,
Mas só se seu perfume ainda for capaz
De trazer você de volta.
domingo, 28 de setembro de 2008
Na velocidade de um romance
As horas nunca pareceram tão inúteis,
Resisti, mas não me curei,
Enterrei, mas não foi.
Ainda por distantes que estejam,
Os medos me perseguem,
Me enganam e me provocam.
Surpresa imaginada,
Inocência enganada.
Modelo de convicção aceita,
Projeto de consciência formada.
Palavras de longas estradas,
Interjeições de curtas caminhadas,
E o coração apertado de incertezas
Ainda não escolheu o fim.
Incerto ou tão certo,
Que questiona sua forma de viver,
Ou apenas questiona você.
Abandona seus princípios,
E abraça os intuitos,
É quando a tarde passa rápido,
Na velocidade de um pensamento,
E as horas correm para te procurar,
É quando você é você,
E não precisa de opiniões para viver.
É quando você aceita,
Não por vontade,
Por cansaço, e falta de certeza.
Jamais imaginaria tudo rápido.
Os meus dias são melhores
Na velocidade de um romance.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Eu, você.
Eu que nunca vejo,
Eu que nunca mereço,
Você que nunca sente.
Onde os fracos têm vez,
E os erros perdão,
Onde eu sou você,
E você, eu.
Imaginaria estória,
Não perceberia o sentimento,
Aquele que ainda resta,
E jogaria pela janela,
E tentaria não lembrar.
A verdade não mente,
A realidade não adverte,
O mundo não pára,
Muito menos se importa se você cai,
Gira conforme o compasso,
Tem a cor que você pinta,
E a melodia que você dança.
Não almejaria seu esforço
De entender o universo,
Mas porque tanto trabalho,
Se nem a si próprio você entende.
Eu, você,
Borboleta colorida,
Mundo preto e branco,
Faz de conta que eu te entendo,
Vice-versa.
Pinta de verde, e eu de azul.
Quem sabe não nasce à felicidade.
Recomeço
Quando se sabe o que deseja,
Não mais se importa com palavras
Que interiormente te ferem e
Esmagam sua esperança de recomeçar,
A vida lhe mostra a razão,
Mostra-lhe a concepção de um pôr-do-sol
Através de obstáculos ultrapassados.
Olhar para traz e não se arrepender
Mas ter certeza que não fará de novo.
Erros incompreendidos em olhares
Perturbados e medrosos,
Um passado temido, porém superado.
Olhar o futuro e não só olhar,
Ver e sentir que vai mudar,
Serão erros novos, pensamentos novos,
Uma vida nova.
Talvez imaginaria, mas recomeçada.
domingo, 14 de setembro de 2008
Erros.
a profundidade do sentimento
não mede a capacidade do orgulho.
Eu jamais pude compreender,
agora muito menos.
As palavras me fogem,
as atitudes me convencem,
as loucuras me entendem.
Insanidade sua me olhar,
loucura minha questionar.
A falta do passado me obriga a querer viver.
A minha fraqueza te atinge,
e a sua liberdade me incomoda.
Tão profundo, tão vazio.
Jamais poderei relevar,
os erros são intermináveis,
e as consequências imutáveis.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Rotina
rotina não querer você,
prazer olhar você,
emoção tocar você.
Pureza sentida em mim,
caminho desejado por mim,
prazer olhado por mim,
emoção tocada por mim,
rotina seguida só por mim.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Últimos românticos.
menina retida em só ser.
Seus olhos se encontram
e magnéticamente formam um elo desigual.
Regridem cada dia mais,
lutam cada dia menos,
não possuem mais do que vida.
Inspirar, expirar,
fato obrigatório e espontâneo,
que não fazem mais sentido.
Relembrar os momentos os convencem
de não ser mais humanos,
talvez a inquieta lembrança
tenha transmitido o sentido correto.
Desempenham um final sentimental,
talvez os últimos românticos.
Autônomos de seus sentimentos
não sabem se vivem,
ou apenas existem.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Sonho
medo incontido de dizer
que a opção mais digna é tentar.
Parece mágica seu olhar,
um gosto de mentira,
embrulhado em papel de presente
Trasposta em lixo rugosamente sujo
jogado em um lugar aparentemente limpo.
Realizei todos os procedimentos
contidos no manual de instrução,
de nada me valeu,
eu sabia montar as peças,
mas não as tinha.
Assinei embaixo da página,
com pingos e lágrimas de vidro,
você leu e não compreendeu,
não me reprime e nem assusta,
só transfere meus pensamentos
pra um lugar onde você não chega
E lá você iria intender,
as peças iriam surgir,
e eu as montaria, você surgiria,
mais uma vez inconstante, dentro de mim.
Aí eu acordaria, nada mais,
mero sonho, talvez quem sabe em outra vida.
Impura gratidão.
não intendo seu jeito de misturar
certo e errado.
Talvez o certo é o errado,
mas o errado também é certo.
Fraqueza de dois seres
não se olharem só por não serem mais um.
Ou por apenas não serem mais.
Uma luz que não tem fim,
uma fase de não ter ínicio,
caminha para o fim do túnel,
onde a luz termina, ou se apaga.
Acender a sensação que não se conhece,
e a luz agora também brilha,
talvez por não ter mais túnel,
ou por ter chegado ao final
onde só lhe resta gostar e ser.
O final traz proezas no olhar,
pode ser fatal ou desigual
propositalmente pensar ser puro,
não traz de volta o incostante amor impuro.
Distintamente eu sinto falta,
mas em vão, só por gratidão.
Vaga-lumes
Chorei comigo o que não te obrigaria,
Falei comigo o que te falaria.
Indisposta de cumprir promessas,
eu nunca quis te olhar tanto,
nunca quis me obrigar tanto,
e nunca quis te falar tanto.
Um caminho, que as vezes se encontra em outro,
e o que era 2, indiscretamente, é agora 1.
Errar nunca foi difícel como agora,
onde todos querem errar
e saber com você quem e como errou.
Tudo funde uma poesia,
quando não há chão, nem amor, nem calor,
preferível que tudo culmine
para a mais pura e sensata verdade de que
Faz sentido correr atrás das borboletas,
e talvez até dos vaga-lumes.
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Metamorfose.
Não foi simples perder a chance de recomeçar,
mas leva um sorriso pra entender,
e uma lágrima para tentar.
Talvez você conheça todos os sentidos,
eu me sinto bem quando completa meu olhar
e mais do que mostrar os caminhos
eles me guiam pra onde te encontrar.
Fica mais do que comprometido,
Nada mais do que arrependido,
eu sigo seu vazio,
e me encontro em você.
Palavras de um futuro,
atos de um passado,
fatos de um presente,
sutileza da vida te deixar ir.
Metamorfose de um ser,
convite de uma alma,
não vai sem deixar vestigios,
eu te encontro em mim.
Rosa
e vacilar em pensar que não pode sentir.
São como chuvas no verão, fortes, mas passageiras.
Sentir saudades de algo que vagamente parece não ter acontecido,
e o mais perigoso é não ter certeza se suportará um sinal.
Não sei como explicar, uma mania, um subterfugio, uma loucura,
vontade de que tudo encontre em um ponto qualquer,
que me remeta a lembrar de você.
Difícel de entender se foi, se vai, ou se fica,
eu preciso te ter denovo
para entender esse vício de caminhar pra lugar algum.
Talvez seja algo indecifrável,
ou uma rosa, apenas, mal-me-quer, bem-me-quer,
cabe a cada decidir o que se prevê o destino.
Razão.
eu me avisei,
voamos até onde conseguimos,
mas não tiramos os pés do chão.
A verdade é que o tempo não cura feridas,
o tempo faz elas passarem, e se não?
os não eu prefiro descartá-los.
Essa noite eu sonhei com você,
e nada mas me vale se a realidade não for me dada,
apenas pra eu brincar de que tudo tem um pingo de nós.
Cartas escritas, pseudônimos escolhidos cuidadosamente.
Como deve ser você?
Sem ligar ao menos para o que me resta de sentimento.
Substituir a cada segundo ,
não faz sentido algum,
porque a cada palavra que almeja uma gota de criatividade minha, sabe,
e sabe bem, como pertubar e contrariar todos meus pensamentos.
Criei ilusões para tentar ao menos descrever,
como crianças adultas,
que não sabem se brincam ou se retiram o véu dos olhos,
para ver que na verdade faz sentido sim,
mas são verdades que preferimos não escutar.
É como um disco velho e riscado que canta a mesma música sempre,
uma história antiga que não cansamos de repetir,
tentar acrescentar um final feliz, não que não seja.
Por mais obscuro, eu prefiro seguir o coração.
Não querer crescer.
meu coração de cair em tentação de te olhar.
Eu sei que nada mais vai me fazer chorar,
porém eu sinto seu cheiro em cada ser loucamente parecido.
E eu sei, que haverá flores,
mas enquanto elas não chegam,
eu me contento com os espinhos,
que ao contrário, não machuca, constrói.
E eu vou me contruindo, a cada segundo e a cada dia.
Coisas subtamente marcadas pra acontecer,
as vezes não acontecem,
e fatos que jamais deveriam ocorrer
são os mais rotineiros.
Preciso não querer crescer.
Esperar
se a minha maior já se foi.
Difícel olhar pro lado,
e já não ver o que fazia bem.
Ciosamente eu sinto,
curiosamente eu quero
inexplicavelmente eu gosto
e definitivamente eu espero.
Espero o que não vêm,
ou não tem.
Instinto não sentir,
rotina não querer,
destino não gostar,
precisamente esperar.
Dia bom.
Depois de um tempo você começa a enxergar a vida como ela realmente deve ser,depois que a luz no fim do túnel ficou pior que pisca-pisca em árvore de natal, depois de tropeçar, cair, machucar, apoiar o joeho no chão em cacos e levantar, a vida dá um motivo menos clichê para ver que 'dia bom' não precisa ser sexta, e nem necessariamente o dia em que você fica mais velho. Depois de várias festas, vários porres, vários amigos, vários casos e acasos, a vida te mostra que 'dia bom' é a tarde chuvosa solitária e engordativa, é a manhã com duas aulas de matemática, é o tempo que você perde olhando pra TV, é o sol que te aquece, a lua que te ilumina, a chuva que te molha, porque tudo isso não volta atrás. Dia bom é o dia que você acorda respirando, é o dia que você VIVE, é TODO DIA.
Mágica.
substituível leveza de turbulência,
coração vazio por opção,
mente ocupada por consequência.
Sintonize seu pensamento,
eles trazem sentimentos ancorados,
são seus sinais de cada momento
como uma mágica, montados.
Querer.
por motivos eu esquecia,
e há dias eu não entendia,
o que me afligia.
É fim de flores,
É começo de amores,
E a tarde com horrores
não mede meus temores.
Verdade que te quero,
verdade que te espero,
por dias não exprimo
o que na verdade sinto.
Olhos que escondem,
olhos que me encontrem,
sentir, tocar, bater,