domingo, 8 de fevereiro de 2009

Prisioneiras de uma vida

Porque não uma borboleta?
De asinhas coloridas,
De um dia pra viver?
Tudo mais fácil,
Tudo mais claro,
Uma vida, um dia.
Pra sorrir, pra chorar,
Pra se apaixonar.
Sem decepções,
Sem arrependimentos,
Sem lembranças.
Porque não uma borboleta?
Escrava de um dia.
Imoral de um só dia.
Porque uma borboleta,
Amante de vinte e quatro horas,
Sem tempo de sonhar?
E se a chuva não cair,
As gotas não formar,
Se irão com o vento,
Sem ter a chance de gostar.
Porque uma borboleta?
Se nem um amor eterno pode ter,
Para desfazer o prazer de ser,
De apenas um só dia viver?